domingo, 24 de maio de 2009

Fluidos

Encontrei o site do Prof. Everton G. de Santana que é excelente. Vale a pena conferir, pois traz definições, atividades e simuladores.

Segue abaixo apenas os tópicos do que o site traz:

  • Oscilações de um líquido contido em um tubo em forma de U: tubo em forma de U com extremos abertos, com um dos extremos fechado e medida do indice adiabático do ar.

  • Oscilações em um sistema formado por dois vasos comunicantes: as oscilações de um fluído ideal contido em dois vasos comunicantes cujas alturas iniciais diferem da de equilíbrio.

  • Fluídos reais: Viscosidade, lei de Poiseuille e fórmula de Stokes

  • Fluído viscoso entre dois cilindros coaxiais: determinando a distribuição das velocidades angulares do fluído entre dois cilindros coaxiais em rotação e calcular o momento que exerce o fluído viscoso relativo ao eixo de rotação.

  • O tubo-capilar: O sistema consiste em um tubo de plástico transparente fechado em seu extremo inferior com um tampão. Perpendicularmente ao tubo de plástico e em sua parte inferior, é perfurado e é introduzido um tubo de vidro de pequeno diâmetro, que é capilar e através do qual é descarregada a coluna de fluído viscoso. Uma régua colocada em sua parte exterior ou marcas sobre o tubo de plástico permitem medir a altura da coluna de fluído em função do tempo.

  • Carga e descarga em um tubo-capilar: No tópico anterior, foi visto como é feita a descarga em um tubo-capilar, que é análogo a descarga de um condensador através de uma resistência. A carga do condensador simularemos empregando um frasco de Mariotte e um tubo-capilar.

  • Analogia com as séries de desintegração radioativa: Podemos construir um modelo simples de uma série de desintegração radioativa, que conste de três termos A-> B-> C, onde A é uma substância radioativa que ao desintegrar-se da lugar a uma substância B e esta por sua vez, ao desintegrar-se da lugar a uma substância C estável, colocando um tubo-capilar A acima de outro B, e este acima de um tubo fechado C.

  • Regime laminar e regime turbulento: não existe uma teoria análoga que descreva o comportamento dos fluídos em regime turbulento, ou que explique a transição do regime laminar a turbulento. O objetivo deste tópico é a de familiarizar o leitor com o denominado número de Reynolds, e a importância que tem na hora de definir se um determinado fluído está em regime laminar, turbulento, ou na transição entre ambos regimes.

  • Efeito Magnus: O estudo do movimento de um sólido no seio de um fluído tem grande interesse pratico, desde o projeto dos aviões até o efeito que é dada a bola um jogador de futebol.

  • Tensão superficial nos líquidos: Em um fluído cada molécula interage com as que o rodeiam. O raio de ação das forças moleculares é relativamente pequeno, abrange as moléculas vizinhas mais próximas.

Para acessar ao site clique no nome do professor abaixo:

Prof. Everton G. de Santana

Aula Prática

Fotos da aula prática de Fenômenos de Transporte.





Video da aula:

MECÂNICA DOS FLUIDOS: Algumas considerações sobre viscosidade

A viscosidade é uma quantidade que descreve a resistência de um fluido ao escoamento. Os fluidos resistem tanto aos objetos que se movem neles, como também ao movimento de diferentes camadas do próprio fluido.
A força de viscosidade é dada pela fórmula de Newton:



é o coeficiente de viscosidade dinâmica, A a área da placa que se move no fluido, x é a direção perpendicular a v e perpendicular a A.

No sistema internacional a unidade de viscosidade é pascal segundo [Pa.s]. Apesar disso, esta unidade é pouco utilizada. A unidade de viscosidade mais usada é o poise [P], em homenagem ao fisiologista francês Jean Louis Poiseuille (1799 – 1869). Dez poise são iguais a um pascal segundo [Pa.s], fazendo um centipoise [cP] e um milipascal segund [mPa.s] idênticos.


A passagem de um escoamento laminar para turbulento era um problema bastante sério. Há um critério para saber se um escoamento é laminar ou turbulento. Trata-se do famoso número de Reynolds. Em 1883, Osborne Reynolds (1842-912) concluía que, se para determinada velocidade de escoamento e determinada forma geométrica de um corpo que se move num fluido viscoso, a relação entre forças de inércia e força de viscosidade é pequena, o escoamento deve ser laminar, mas se for grande, ele passa a ser turbulento. Trata-se do famoso número de Reynolds:


onde é a densidade do fluido, u a velocidade relativa entre o corpo e o fluido, uma dimensão
linear característica do corpo, é o coeficiente de viscosidade dinâmica. Se R é menor que mais ou menos 2000 pode ser considerado pequeno, caso contrário, será grande.



Como o coeficiente de viscosidade cinemática é , obtemos a segunda expressão acima para o número de Reynolds. O número de Reynolds é um critério muito importante em todo o estudo da mecânica dos fluidos.

A situação modifica radicalmente na virada do século XIX para o século XX, quando Ludwig
Prandtl (1875 – 1953), hoje, chamado de “pai da hidrodinâmica moderna”, em 1904, introduzia uma nova teoria neste domínio. Trata-se da teoria da camada limite (boundary layer, em inglês,
Grenzschicht, em alemão, couche limite, em francês, pogranítchnii sloi, em russo).
A conbribuição de Prandtl foi fazer ver que, quando um sólido se move num fluido, podemos
dividir esse fluido em duas regiões. A maior parte do volume do fluido pode ser tratada como fluido potencial. Nesta região, os efeitos da viscosidade são, em geral, desprezíveis. Apenas numa pequena região próxima ao sólido os efeitos da viscosidade passam a ser dominantes. Esta região constitui uma camada delgada em torno do corpo, conhecida como camada limite. Levando em conta esta camada limite, desaparece paradoxo de d’ Alembert.

Jean Charles Borda (1733 – 1799), mais conhecido como Chevalier de Borda, um matemático e
astrônomo náutico francês, comentou que as correntes dos fluidos são “mais sofisticadas que o mais sofisticado caráter de uma dama” (TOKATY, 1994, p. 83). Ele queria dar um aviso de que nem todas as correntes de fluidos (escoamentos) estão em harmonia com as leis de Daniel Bernoulli e de Leonardo da Vinci. Em particular, a fórmula de Torricelli não é totalmente correta. Antes dos experimentos de Borda, pensava-se que a força de arraste resultante da combinação de corpos poderia ser computada como uma simples soma dos arrastes individuais de cada corpo da combinação. Borda foi o primeiro a mostrar que isso não era correto. O arraste total de duas esferas colocadas próximas uma da outra e movendo-se na água ou no ar, geralmente, difere da soma das resistências de arraste dos dois corpos quando separadamente. Hoje conhecemos este fenômeno como interferência hidrodinâmica.

Chevalier de Borda foi presidente da Comissão dos Pesos e Medidas, criada durante a Revolução
Francesa, em 1790. Foi por insistência de Borda que a proposta de escolher como unidade de
comprimento a medida do comprimento de um pêndulo de período igual a um segundo (pêndulo de segundo) foi rejeitada. Borda defendeu a escolha um décimo de milionésimo da distância do
Equador ao Pólo Norte como a unidade de medida a ser escolhida, criando-se assim o sistema
métrico decimal.

Outra contribuição original de Borda foi seu teorema que a resistência aerodinâmica seria
proporcional à velocidade ao quadrado (como na fórmula de Newton) e ao seno do ângulo de
ataque, diferentemente da fórmula de Newton.


Theodore von Kármán (1881 – 1963), nascido na Hungria e falecido nos EUA, foi um grande
especialista em mecânica dos fluidos e, em aerodinâmica, em particular. Aprofundando os estudos de Borda, Kármán afirmou que dois corpos movendo-se separadamente estão livres da chamada “esteira de vórtice” (vortex street) de Von Kármán. Entretanto, quando esses corpos são colocados juntos, lado a lado, há a formação de vórtice na parte posterior à incidência do fluxo.



Figura 1 – Esteira de Vórtice


Para exemplificar este fenômeno, consideremos uma asa de avião: para um grande ângulo de
ataque, o fluxo de ar na parte superior da asa é intenso, ou seja, apresentando maior velocidade,
produzindo uma maior turbulência, gerando, conforme previsto por von Kármán “esteira de vórtice” (vortex street). Se, contudo, adaptarmos à asa peças auxiliares, o padrão do fluxo sobre ela melhora significativamente e a interferência torna-se favorável.



Figura 2 – Vórtice formado na parte superior da asa.


Os construtores de avião conhecem bem este efeito. As asas interferem com o padrão do fluxo da cauda do avião; a fuselagem interfere com os padrões dos fluxos das asas e da cauda, e assim
sucessivamente.


A seguir, algumas fotos, envolvendo fenômenos de vórtices na atmosfera terrestre, obtidas via
satélite.






Figura 3 – Baia de Hudson, Canadá.




Referência:

http://www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/snef/xvi/cd/resumos/T0625-2.pdf

Gotas

Gotas D'agua que se chocam numa superfície lisa (vidro) de 5 mm de espessura Fluxo Discreto

Gota de água em queda.



Gota próxima a atingir a superfície da água.

Espalhamento causado pelo impacto da gota na superfície do líquido.

Devido às forças de resistência (viscosidade do líquido), a depressão causada pela queda da gota na superfície vai sendo amortecida.




O líquido que foi expulso do centro de impacto causado pela queda da gota, retorna para seu ponto de origem e empurra a massa de água para cima.

Devido às forças de resistência, a ondulação na superfície do líquido vai sendo amortecida.

Referência:

www.ufpa.br/ccen/fisica/gotas.htm

Determinação da Viscosidade
























































































































































































































































































































































































































































































Referência: